domingo, 30 de maio de 2010

A cozinha açafrão

   A partir de um acidente envolvendo a filha grávida, a iraniana Maryam Mazar se vê obrigada a reavaliar sua vida e a voltar para o Irã, de onde foi expulsa mais de 40 anos antes. O país, porém, não é mais o das lembranças da jovem que partiu para a Inglaterra em busca de liberdade e independência. Mas é ainda uma terra de lendas, aromas e sabores. Na remota aldeia Mazareh, no noroeste do Irã, Maryam é obrigada a enfrentar o passado e as lembranças de uma vida que tivera de abandonar quando seu pai a deserdou por um pecado que não cometera, quando ela era jovem, linda e obstinada. Enquanto isso, na Inglaterra, sua filha Sara cuida do primo Saeed, que havia perdido a mãe, e de seu pai, desolado com o abandono da mulher. Juntos, trazem à tona o passado de Maryam a partir de fragmentos de conversas, fotografias e alguns versos de um poema. Na tentativa de reconstruir a família, Sara vai ao Irã descobrir as causas da infelicidade da mãe e tentar levá-la para casa. 'A cozinha açafrão' é uma história sobre traição e castigo, sobre segredos que podem ferir ou libertar, sobre a dor do exílio e a difícil alegria do retorno.

Nota: A cozinha açafrão é um desses livros que você se apaixona logo que vê. A capa e o título são promessas de algo que vai além do aroma, da cozinha...É uma história apaixonante em que as lembranças sustentam a cada segundo uma vida. Com autoria de Yasmin Crowther, essa história vai além da traição, castigo, dor... É um misto de lembranças com a realidade. É a vontade de fazer diferente se tivesse a oportunidade de voltar no tempo. É a saudade de algo que não volta mais. Vale a pena ler!!!

sábado, 1 de maio de 2010

My Fair Lady

  My Fair Lady ou Minha Bela Dama conta a história de Eliza Doolittle (Audrey Hepburn), uma mendiga que vende flores pelas ruas escuras de Londres em busca de uns trocados. Em uma dessas rotineiras noites, Eliza conhece um culto professor de fonética Henry Higgins (Rex Harrison) e sua incrível capacidade de descobrir muito sobre as pessoas apenas através de seus sotaques. Quando ouve o horrível sotaque de Eliza, aposta com o amigo Hugh Pickering, que é capaz de transformar uma simples vendedora de flores numa dama da alta sociedade, num espaço de seis meses.

Nota: Esse filme é simplesmente lindo! Uma comédia musical maravilhosa, típica de uma tarde de domingo! Audrey Hepburn está linda e interpreta Eliza divinamente. Aliás, esse é o segundo filme que assisto com essa atriz. O primeiro foi Bonequinha de Luxo que comentarei depois. My Fair Lady é baseado na peça teatral Pigmalião, de George Bernard Shaw. E foi vencedor do Oscar em oito categorias como melhor filme, melhor diretor, melhor ator (Rex Harrison), melhor direção de arte, melhor fotografia colorida, melhor figurino colorido, melhor trilha sonora e melhor som. E indicado para melhor atriz - comédia/musical (Audrey Hepburn) e melhor ator coadjuvante (Stanley Holloway). Vale a pena assistir e se divertir!

A carícia do vento

  Impulsiva, mimada e apaixonada, a milionária Sheila Rogers foge para o México com Brad, um caça-dotes. Mas, essa decisão se torna amarga, pois passa a viver um verdadeiro inferno, principalmente quando seu marido é brutalmente assassinado e ela é sequestrada. Levada para um refúgio nas montanhas, conhece Ráfaga, homem corajoso e idealista, líder de um bando que encarna a esperança de milhões de oprimidos. A rejeição inicial tranforma-se em amor intenso e febril. Como reagirá Sheila ao ser localizada pela polícia?


Nota: A Carícia do Vento é um romance contemporâneo e totalmente diferente do que estou acostumada a ler. Com autoria de Janet Dailey, sua primeira publicação foi em 1979 e marcou a estreia dessa escritora na lista dos mais vendidos no The New York Times. A carícia do vento teve algumas edições. A minha é bem velhinha, data de 1986. A mais recente foi lançada pela editora Best Seller em 2009 com nova ortografia. Bem, esse romance tem um toque rústico e selvagem. É uma leitura onde o ódio é o protagonista e a paixão a antagonista. A cada página eu conseguia visualizar nitidamente o lugar, os personagens, o sentimento como se estivesse assistindo um filme. Será que um roteirista bem maluco tem coragem de adaptar A carícia do vento para o cinema? Isso eu não sei. Mas, espero que apareça um corajoso e que ele cometa um pequeno "sacrilégio" de fazer um final diferente, já que a escritora pecou no final. Deixou um gostinho de quero mais, como se pudessemos esperar por A carícia do vento 2, o que não aconteceu. Mas, vale a pena ler e adquiri-lo para coleção por sua leitura envolvente e paixão arrebatadora.